Uma menina normal

Sempre achei que não eu não seguia estilo nenhum, mas vira e mexe me pego vestida assim.. com essas roupas de "menininha". Não sou um modelo de delicadeza e feminilidade, na verdade, sou quase o contrário, só que eu amo maquiagem e essas "frescuras de menina". Talvez, lá no fundo, essa seja minha essência. Bem lá no fundo mesmo. Talvez no passado. Antes de terem arrancado ela de mim.

Fiquei admirada com o feed Back do meu primeiro texto da série "Diário de uma falsa magra". Tinha medo de causar algum impacto negativo. Torci para ser, pelo menos normal, ou invisível. Não ficaria surpresa se ninguém acreditasse. Afinal, eu sou sempre tão extrovertida, quem imaginaria que alguém como eu sofreria bullying?? 

- Isso é tão raso. (superficial)

Águas passadas. Agora, sou feliz e bem resolvida na maior parte do tempo, com exceção dos períodos de TPM, quando nunca sei se prefiro doce ou salgado. Geralmente escolho os dois. Juntos são uma dupla e tanto. Só que eu não tô escrevendo sobre isso. Não agora. Eu tive muitas fases, como qualquer outro adolescente, independente de sexo. Há muita coisa ruim que não compartilhei com ninguém por vergonha, mas tem muita coisa legal também. Me senti ótima quando pintei meu cabelo de roxo. Foi uma fase rebelde, mas aprendi a "ser gente" quebrando a cara diversas vezes. Comecei a me sentir mulher quando comecei a me maquiar. Depois de um tempo me senti ridícula, porque percebi que estava fazendo tudo errado, e foi assim que aprendi o jeito certo.

Por alguma razão as pessoas sempre espalhavam coisas sobre mim, apesar de ser a mais quieta. Se você me conhece, não se assuste, mas nem sempre eu fui assim desenrolada e ligada no 220. O que importa agora é que superei todas as minhas fases, inclusive, a de tentar não parecer um menino. Essa fase só terminou quando entendi que as coisas que eu gostava, ou a maneira como eu me vestia, não necessariamente definiriam quem eu sou. Hoje prefiro vestidos de saia godê e salto, não porque eu queira provar qualquer coisa sobre minha feminilidade, na verdade, isso é quase inconsciente. Eu gosto de maquiagem, de pintar as unhas, de cuidar do cabelo.. não porque isso me faz mais mulher, mas porque me sinto bem assim. E quero dizer que não há qualquer problema em ser uma menina que prefere tênis, skate e camisetas folgadas com short. Ninguém nunca me perguntou como eu me sentia quanto a mim. Isso fez com que eu mesma me fizesse essa pergunta, e a resposta foi "DANE-SE!"

- Sou meio dramática, às vezes, mas uma coisa ninguém pode negar.
Eu me virei sozinha. E sobrevivi!

Se você é uma menina que não gosta de saias, então não use saias. Se você deixa as pessoas controlarem 1% da sua vida, elas vão sugar os 99% que restam, e depois vão vomitar os 100% como algo que nunca foi interessante para elas. Você deve satisfações a Deus e aos seus pais. Mas ninguém vai viver sua vida, também não vão sentir suas dores quando estiver sufocando. Viva! Viva com responsabilidade, e dê o melhor de si. Sempre!


Esse Dress lindo é da loja @madamemariajp

'Amanda Nascimento

Um comentário:

  1. Fiquei emocionada com esse texto. Me identifiquei muito com a parte de sofrer bullying e não ser tão desenrolada em relação a hoje, aconteceu o mesmo comigo. Mas é claro que aprendi muitas coisas com isso e ainda tô aprendendo. Ainda não sou tão resolvida e nem penso tanto em estilo, como você. Mas vez ou outra me vejo vestida com um short social, blusa social e sapato descontraído, sem usar muita maquiagem e me sinto poderosa. Esses momentos são raros. E quando paro para pensar no meu passado, é como se fosse alguém distante do que sou agora, como se não fosse eu, é inacreditável imaginar o tanto de bullying que sofri e ninguém abria os olhos. Mas me sinto feliz, pois o que me salvou de ficar louca e anti social foi a igreja, depois que saí dela continuei expandindo mais minha mente. Não sou nem 50% ainda. Mas o que quero dizer, é que me enxerguei nesse texto!

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