Vaidade na vida de casada

Culturalmente, aprenderemos a caprichar no visual quando vamos à rua [passear] e ficar de qualquer jeito em casa. Isso começa quando a mãe da gente define que as roupas melhores são as de sair e as roupas velhinhas são as de brincar em casa.
Quando a gente cresce isso fica tão automático, que até as roupas de trabalho ganham uma classificação. São aquelas medianas que aguentam bem a jornada, e que parecem ser melhores do que são.
No casamento isso piora para algumas mulheres. A gente fica tão exausta com o trabalho e as tarefas da casa, que a vaidade fica cada vez menos importante. Às vezes até para sair de casa, porque cuidar da aparência é quase uma obrigação quando vamos a algum lugar.
Isso quase aconteceu comigo. Fui me perdendo no abismo do cansaço, que muitas mulheres caem [e não as julgo por isso, não é fácil mesmo]. Só que comecei a me olhar diferente, não aceitando muito aquela nova realidade. Então descobri que a vaidade, no seu sentido de cuidado, é um direito e não obrigação.
Quando estou cansada, paro o que estou fazendo e vou cuidar de mim. Faço uma make, algum tratamento de rosto. Quando o tempo é longo lavo e hidrato meu cabelo, depois seco e modelo, porque tenho o direito de me sentir satisfeita comigo mesma.
Da mesma maneira, posso não gostar de nenhuma dessas coisas, ou até sair completamente natural, porque ninguém tem nada a ver com isso, e não é regra sair aparentemente impecável de casa.
A questão aqui é cuidar de si cuidar de si, independente de padrões de estética. Faz parte de nos sentirmos felizes com o que somos. Porque nossa aparência e bem estar tem que agradar primeiro a nós.

A única coisa que deveria ser regra, é ter a saúde mental em dia, porque depois que começamos a pagar nossas contas, ninguém tem o direito de dizer o que ou como a gente deve ser [ou parecer].

‘Amanda Sorráby

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